A Senhora do Lago

Bem vindos aos meus mundos.....delire e apaixone-se...e viva as minhas emoções

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sexta-feira, 2 de abril de 2010

A História da Carochinha

Era uma vez uma linda carochinha, que encontrou cinco réis enquanto varria a cozinha. Com o dinheiro, foi comprar uns brincos, um colar e um anel, pôs-se à janela e perguntou?
- Quem quer casar comigo?
Passou um burro e respondeu:
- Quero eu!
- Como te chamas?
- Chamo-me im om, im om, im om.
- Eu não gosto de ti porque tens uma voz muito feia.
A carochinha voltou a perguntar:
- Quem quer casar comigo?
Passou um cão e respondeu:
- Quero eu!
- Como te chamas?
- Ão, ão, ão.
- Eu não gosto de ti porque tens uma voz muito grossa.
A carochinha voltou a perguntar:
- Quem quer casar comigo?
Passou um gato e respondeu:
- Quero eu!
- Como te chamas?
- Miau, miau, miau.
- Eu não gosto de ti porque tens uma voz muito fina.
A carochinha voltou a perguntar:
- Quem quer casar comigo?
Passou um rato e respondeu:
- Quero eu!
- Como te chamas?
- Chamo-me João Ratão.
- Tu sim, tens uma voz bonita, quero casar contigo.
A carochinha e o João Ratão casaram e foram muito felizes.
Porém, certo dia, a carochinha disse ao João Ratão que estava na hora de ir à missa.
O João Ratão, que era muito guloso, disse que não podia ir porque estava doente.
A carochinha, que fazia a refeição, disse-lhe então que não mexesse no caldeirão.
Depois da carochinha sair, logo o João Ratão foi espreitar o caldeirão.
Espreitou, espreitou e trum, deu um grande trambolhão e caiu no caldeirão.
Quando a carochinha chegou, procurou, procurou o João Ratão mas não o encontrou.
Muito aflita, a carochinha entrou na cozinha, viu o João Ratão caído no caldeirão e disse:
Ai o meu João Ratão, que caiu no caldeirão! Ai o meu João Ratão, que caiu no caldeirão!

quinta-feira, 25 de março de 2010

A Menina e a Lua

A princesinha estava doente. O rei, seu pai, prometeu:” Filhinha, dou o que você quiser, se ficar boa”. E a menina respondeu: “ Eu quero a lua!”.
O rei convocou os sábios da corte, matemáticos, mágicos, cavaleiros com experiência de países distantes, músicos e até feiticeiros. A lógica e a matemática tem limiteis; feitiçaria e fórmulas não conseguiam fazer essa mágica; mas o bobo da corte – que chamavam de palhaço e não foi consultado por ser bobo – assegurou ao rei que atenderia ao pedido da menina. O rei fingiu que ele não era bobo, e deu permissão para que o palhaço continuasse.
- Princesinha, qual é o mesmo o tamanho da lua?
- Assim, do tamanho duma medalha.
- De que é feita?
- Ela é toda de prata.
- Agora ela está muito alto no céu. Quando chegar à altura daquela árvore, eu subo lá e pego a lua para você. Durma sossegada, que ela demora a descer.
Enquanto a lua descia atrás das árvores, o palhaço foi aos tesouros do rei, escolheu uma linda medalha, branca e redondinha como a lua. Prendeu-a num cordão de ouro e aguardou o sol chegar.
A corte inteira quis presenciar o espectáculo. O palhaço com as mãos nas costas, olhou para a princesinha e disse:
- Querida princesinha, que acaba de acordar com um beijo do sol bem na ponta do nariz, adivinha o que eu tenho escondido aqui?
- A lua! Gritou a menina
- A lua! Respondeu o bobo
- A lua! Gritou o rei
- A lua! Gritaram por todo o palácio.
E o bobo da corte pendurou a lua no pescoço da menina. a menina sarou completamente.
No dia seguinte, a menina e o bobo olhavam pela janela. E lá apareceu de novo a lua no céu. Mas o palhaço explicou:
- Veja princesinha, como Deus é bom. Roubei a lua lá de cima, e ele pôs outra no lugar.

Ps: Tradução livre do famoso conto de James Thurber.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Desafio do Mês


Era uma vez a história dos três porquinhos ....
Os três irmãos porquinhos, cansados de viverem sobre as regras dos pais, decidiram sair da pocilga. Tomada a decisão, foram viver para a floresta. Cada porquinho tinha a sua ideologia de viver e como não encontraram consenso, resolveram viver em casas separadas.
Face às novas condições de vida os pais dos porquinhos solicitaram o rendimento mínimo e declararam que viviam sobre ajudas dos filhos. O Lobo mau decidiu analisar esta família e constou que os porquinhos nunca apresentaram declarações de IRS... nem descontos ...
O porquinho fundamentalista ecológico construiu a sua casinha (um T0) com palhas e galhos, equipada com lixo encontrado no rio e alimentava-se com o que a terra dava. No entanto o lobo mau, andava a espiá-lo já à algum tempo. Pois acreditava que a sua casinha tinha sido equipada por objectos roubados e sobrevivia através de negócios ilícitos associados a drogas. E como os pais tinham indicado que os filhos ajudavam nas contas.... O lobo mau era um agente da autoridade, conhecido por Sr. Inspector Lobo e em part-time vendia produtos naturais questionáveis...e decidiu confrontar o porquinho..... O porquinho quando vê o lobo mau, foge para dentro da sua casinha....E grita:
- Vai te embora óhhhh sanguessuga!!!! Daqui não levas nada...queres carninha!? Vai ao talho!!!!
E o lobo mau: - Caro porquinho, eu vendo produtos naturais, só quero mostrar o catálogo?
- Vai-te embora, já disse...Já tenho o que preciso...Eu não sou parvo....
- Saí daí porquinho, e justifica onde arranjas-te o dinheiro para esta casa...senão sais, eu sopro e sopro e derrubo esta casa de palha....
O lobo mau soprou e soprou (ainda demorou um cadinho, ele era fumador e teve de fazer umas pausas para ganhar fôlego) e a casa caiu. O porquinho correu e fugiu para a casa do 2º irmão...
O irmão do porquinho era um poeta apaixonado e construiu a sua casinha (T1) de madeira, pois acreditava encontrar a porca dos seus sonhos e viver uma história de “um amor e uma cabana”, mas para já ia vivendo muitos amores. Era um verdadeiro Don Juan....O Lobo mau também andava a investigar este irmão, acreditava que tinha uma rede de porcas a trabalhar para ele...e assim justificava a casa e as ajudas aos país....O lobo mau, zangado, bateu à porta e disse:
- Sr. Porco saia daí com o seu irmão, senão eu sopro e sopro e mando a casa abaixo !!!!!
Não dando oportunidade de resposta, soprou e soprou, com algumas pausas devido à falta de ar...e derrubou a casa...
Os porquinhos refugiaram-se na casa do irmão que construiu um T6 de tijolo com vista para o rio, com um LCD em cada divisão, aspiração central, comandos de voz, um verdadeiro luxo. Ora o Lobo mau, com receio de represálias deste porquinho, cirandou em volta da casa, procurando forma de invadir o espaço e descobrir os podres da família.....Mas, a porta da casa misteriosamente abriu-se e o lobo entrou logo a correr sem desconfiar no que podia acontecer...Aparecem três porquinhos e uma mula como advogada. Processaram o lobo mau por invasão de propriedade e difamação e contrabando de produtos naturais não credenciados. Comprovaram em tribunal que os dados de segurança social e fiscais estavam incorrectos por burrice do lobo mau, pertenciam a uma família de carraças. E foi assim que o Lobo Mau ficou a arder na cela com os cotos....E os três porquinhos viveram felizes para sempre...E sabem o que aconteceu à porca da mãe e ao porco do pai dos três porquinhos? Uhhhhhh Essa parte vão vocês escrever..(utilizar area de comentário)..é o desafio.......será publicado, na página inicial no dia 31/03, o texto vencedor...Regra: Não exceder os 500 caracteres...sejam originais e não tenham medo do ridículo.... :)

terça-feira, 2 de março de 2010

O Capuchinho Vermelho


Após uma pesquisa exaustiva na net encontrei uma versão do Capuchinho Vermelho diferente da habitual, é uma história tradicional politicamente correcta.


"Era uma vez uma rapariga chamada Capuchinho Vermelho, que vivia com a mãe perto de um grande bosque. Um dia a mãe mandou-a levar um cesto de fruta fresca e água mineral a casa da avó - não porque tal fosse trabalho de mulher, claro, mas porque se tratava de um acto generoso que contribuía para fomentar um sentimento de comunidade. Aliás, a avó da rapariga não estava doente, encontrando-se, pelo contrário, de perfeita saúde física e mental, inteiramente capaz de cuidar de si, como adulta madura que era.
Vai daí, Capuchinho Vermelho fez-se ao caminho pelo meio do bosque com o cesto enfiado no braço. Muitos achavam aquele bosque um lugar perigoso e de mau presságio, pelo que nunca lá punham os pés. Capuchinho Vermelho tinha, porém, tal confiança na sua sexualidade a desabrochar que não se deixava intimidar por tão óbvia imagética freudiana.
No caminho para casa da avozinha, Capuchinho Vermelho encontrou um lobo, que lhe perguntou o que levava no cesto e a quem respondeu:
- São uns alimentos saudáveis para a minha avó, que é evidentemente capaz de tomar conta de si própria, como adulta madura que é.
- Sabes, minha querida, não é nada seguro para uma menina como tu andar sozinha pelo meio destes bosques! - retorquiu o lobo.
- Considero extremamente ofensiva a tua observação sexista - disse o Capuchinho Vermelho -, mas vou ignorá-la tendo em conta a tua tradicional condição de pária da sociedade, cujo trauma te levou a criar uma mundividência própria, perfeitamente válida. E agora, se me dás licença, tenho de prosseguir o meu caminho.
Capuchinho Vermelho continuou a andar, sempre pelo carreiro principal. No entanto, o lobo, cuja condição de excluído da sociedade o isentara da obediência escravizante ao raciocínio linear do tipo ocidental, conhecia um atalho para a casa da avozinha. Irrompeu pela casa dentro e comeu a senhora, procedimento inteiramento adequado a um carnívoro, como era o seu caso. A seguir, liberto das noções rígidas e tradicionalistas quanto ao que era masculino ou feminino, vestiu a camisa de dormir da avozinha e enfiou-se na sua cama.
Capuchinho Vermelho entrou na cabana e exclamou:
- Avozinha, trouxe-lhe umas coisinhas para comer, sem gordura nem sal, em homenagem ao seu papel de matriarca sábia e criadora.
Da cama, o lobo respondeu, em voz sumida:
- Chega-te cá, netinha, para eu te ver.
Capuchinho Vermelho acrescentou:
- Ah, é verdade! Já me esquecia de que a avozinha é opticamente tão limitada como um morcego. Mas avozinha, que grandes olhos tem!
- Já muito viram e muito perdoaram!
- E que grande nariz tem (em termos relativos, claro, e, de qualquer modo, atraente, à sua maneira).
- Já muito cheirou e muito perdoou, minha querida!
- E que grandes dentes tem!
Aí o lobo disse:
- Sinto-me muito feliz por ser quem sou. - E saltou para fora da cama, filando-a com as suas garras, pronto a devorá-la.
Capuchinho Vermelho gritou, não assustada coma aparente tendência do lobo para o travestismo, mas horrorizada com a invasão do seu espaço pessoal.
Os seus gritos foram ouvidos por um lenhador (ou técnico de combustível lenhoso, como preferia que lhe chamassem) que passava ali perto. Quando irrompeu pela cabana, logo se apercebeu da confusão e tentou intervir. Mal ergueu no ar o seu machado, Capuchinho Vermelho e o lobo pararam de brigar.
- Que pensa o cavalheiro que está a fazer? - perguntou Capuchinho Vermelho. O lenhador arregalou os olhos de espanto e fez menção de responder, mas nem uma palavra lhe ocorreu. - Entrar aqui como um Homem de Neanderthal , deixando que a sua arma pense por si !- exclamou ela. - Machista! Especista ! Como se atreve a presumir que mulheres e lobos sejam incapazes de resolver os seus problemas sem a ajuda de um homem?
Ao ouvir o discurso arrebatado de Capuchinho Vermelho, a avozinha saltou de dentro da boca do lobo e, agarrando no machado do lenhador, cortou-lhe a cabeça. Passado o mau bocado, Capuchinho Vermelho, a avozinha e o lobo sentiram-se unidos por uma certa comunhão de propósitos. Decidiram, por isso fundar uma família alternativa baseada no respeito mútuo e na cooperação e viveram juntos e felizes no bosque para sempre."

por James Finn Garner
em "Histórias Tradicionais Politicamente Correctas - Contos De Sempre Nos Tempos Modernos

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Conto da semana


A Bruxa e o menino

Numa montanha de um bosque perdido, vivia uma bruxa que não deixava ninguém subir até ao cume. Mas o Nuno não tinha medo dela. O seu sonho era subir até à parte mais alta da montanha para contemplar a linda paisagem que dali se via. Um dia, montou-se no seu bode e começou a subir a encosta.
Quando a bruxa o viu, desatou a gritar: "Vem já cá para baixo, ou meto-te no meu saco!". Mas o Nuno não se amedrontou e respondeu-lhe: "Vem tu cá ter comigo acima, sua bruxa má!". Então, a bruxa aproximou-se dele com o saco aberto para o apanhar, mas o Nuno pegou na corda que trazia e lançou-a, agarrando a bruxa pelas mãos. E assim, o rapaz conseguiu subir a montanha, arrastando atrás de si a bruxa malvada. A partir desse dia, a bruxa nunca mais voltou a amedrontar nem a maltratar ninguém que quisesse subir a montanha.